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Archive for maio \30\UTC 2010

Já fui de esquerda

Não fui de direita

Flertei com o centro

(só flertei)


Hoje eu me jogo nessa poltrona

Bebo com certa regularidade

Me masturbo com T. Morus e outros de sua turma

Esperando por um apocalipse qualquer.


(Lyard)

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Ele acredita que o chão é duro
Que todos os homens estão presos
Que há limites para a poesia
Que não há sorrisos nas crianças
Nem amor nas mulheres
Que só de pão vive o homem
Que não há um outro mundo.

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Zer ou não dizer (?),

eis que aqui estão:

os corpos dos velhos amantes


Deitados em brejo esplêndido

numa caixa de madeira,

esperando a chuva para germinar.

(lyard)

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“Em algum lugar deve haver uma lixeira onde estão amontoadas as explicações. Uma só coisa inquieta neste justo panorama: que possa ocorrer o dia em que alguém consiga explicar também a lixeira.”

Julio Cortázar

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Acreditei que se amasse de novo

esqueceria outros

pelo menos três ou quatro rostos que amei

Num delírio de arquivística

organizei a memória em alfabetos

como quem conta carneiros e amansa

no entanto flanco aberto não esqueço

e amo em ti os outros rostos


(em Contagem regressiva – Inéditos e Dispersos)

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Finda tudo.
é fim do mês,
fim da fila
é
fim da rua, é
fim da noite
é

fim de caso,

é finado
é
fim de ano
é fim
de jogo,

sim,
só pode ser
que assim seja.

(lyard)

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–  Trapos são tratados assim!

Meus olhos viam

viam

Viam mas não compreediam,

robustos movimentos, ordenados.


E num grito, ouvi:

– Os trapos fazem assim!


(lyard)

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