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Archive for julho \31\UTC 2010

Tudo na natureza, inclusive a consciência, é perfeitamente real: não há absolutamente nada com o que se preocupar. As correntes da Lei não foram apenas quebradas, elas nunca existiram. Demônios nunca vigiaram as estrales, o Império nunca começou, Eros nunca deixou a barba crescer.

(Hakim Bey – CAOS – Terrorismo Poético e outros crimes exemplares.)


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Houve um tempo de falsas dores e alegrias…

mas agora, olhando o mundo pelas tardes de domingo,

tenho a redundante certeza de que isso sempre foi condição


A memória fabrica em mim desejos de um tempo não vivido,

sim

a memória é ficção

(apesar das cores)


Os quadros pintados pelos passados

são obras de valores futuros…

(Quem me dera ser um bom curador.)

lyard

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hoje à noite
até as estrelas
cheiram a flor de laranjeira

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Será que a dor precisa ser tão dolorida?

– Isso é problema seu.

Responde um deus que caminha lentamente, a procura de um trago.

(lyard)

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Medo de ver a polícia estacionar à minha porta.
Medo de dormir à noite.
Medo de não dormir.
Medo de que o passado desperte.
Medo de que o presente alce voo.
Medo do telefone que toca no silêncio da noite.
Medo de tempestades elétricas.
Medo da faxineira que tem uma pinta no queixo!
Medo de cães que supostamente não mordem.
Medo da ansiedade!
Medo de ter que identificar o corpo de um amigo morto.
Medo de ficar sem dinheiro.
Medo de ter demais, mesmo que ninguém vá acreditar nisso.
Medo de perfis psicológicos.
Medo de me atrasar e medo de ser o primeiro a chegar.
Medo de ver a letra dos meus filhos em envelopes.
Medo de que eles morram antes de mim, e que eu me sinta culpado.
Medo de ter que morar com a minha mãe em sua velhice, e na minha.
Medo da confusão.
Medo de que este dia termine com uma nota infeliz.
Medo de acordar e ver que você partiu.
Medo de não amar e medo de não amar o bastante.
Medo de que o que amo se prove letal para aqueles que amo.
Medo da morte.
Medo de viver demais.
Medo da morte.


Já disse isso.

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João Gostoso era carregador de feira livre e morava no morro da Babilônia num barracão sem número
Uma noite ele chegou no bar Vinte de Novembro
Bebeu
Cantou
Dançou
Depois se atirou na lagoa Rodrigo de Freitas e morreu afogado.

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