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Archive for setembro \29\UTC 2010

Trama

Quero passar todos os dias

colado na sua cola

fazendo esquentar a alma

dias sim

noites (mais) sim

No encontro absoluto, absorver

todos os nossos fluidos vitais

para a reconstrução dos sentimentos profundos.

(proteção contra a ausência)

É tudo dentro do possível, no fim é.

(lyard)

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Para o Lyard

Nessa cidade de ritmo gorduroso
onde homens de pedra
inteligentes
simplesmente aceitam

é preciso ter músculos firmes
para gargalhar
ao ser jogado no abismo das eras
sem idade

é preciso ter nervos de alúminio inferrujável
para aguentar
o gemido alto da malandragem
e o olhar incauto da pureza
desfigurada

é preciso ser bom para si
para respirar baixo
e não ser encontrado

(E essa febre que não passa!)
(E esse dente que não cai!)
(E essa criança que não nasce!)
(E esse mundo esperando sabe-se lá o quê para acabar!)

o que falta no oxigênio
é ar.

(Esperança não
ar)

E
para não me acizentar
qual toda cidade
(é necessário fôlego…)
lato.

E meu urro
é quase tão alto
quanto o chiado dos ratos.

(e tem mais aqui!)

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Passagem

O tempo,

há quanto tem

po

não tempo, só ten

tos que marcam minha saída,

flanqueando com a felic

idade.


lyard
.

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letra

(mais…)

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Vamos, não chores.
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.

O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis carro, navio, terra.
Mas tens um cão.

Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?

A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.

Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento…
Dorme, meu filho.

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Nove horas do tempo alheio
somados a uma cas
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxca
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxta
de acontecimentos
sem valor
****************
Evoque seus humores
mais bem passados
misturando com a insatisfação
de algum REVOLUCIONÁRIO
(não importa a causa)

Mecha até enGROSsar,
depois despeje tudo
em uma cabeça nova
– pronta para ser.
***************************
Leve ao forno, até crescer.
(temos mais um)

lyard
…Nove horas do tempo alheio

somados a uma cas

ca

ta

de acontecimentos

sem valor

Evoque seus humores

mais bem passados

misturando com a insatisfação

de algum REVOLUCIONÁRIO

(não importa a causa)

Mecha até enGROSsar,

depois despeje tudo

em uma cabeça nova

– pronta para ser.

Leve ao forno até crescer.

(temos mais um)


Nove horas do tempo alheio

somados a uma cas

ca

ta

de acontecimentos

sem valor

Evoque seus humores

mais bem passados

misturando com a insatisfação

de algum REVOLUCIONÁRIO

(não importa a causa)

Mecha até enGROSsar,

depois despeje tudo

em uma cabeça nova

– pronta para ser.

Leve ao forno até crescer.

(temos mais um)

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Mas se as nuvens não têm culpa
pelas enchentes que entornam

Nem o sol será julgado
por machucar, qual toda estrela,
por queimar a pele tenra
dos terráqueos que o cultuam

como poderíamos culpar
os homens de lixo
que se tornam assassinos
ao ver seu irmão matar
e se tornar rei por isso?

Como culpar-nos
se, principesco ou plebeu,
somos algo fixo?

(A gente é
o lugar onde nasceu).

E tem mais poemas aqui!

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