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Archive for the ‘Novos Poetas’ Category

O Brasil está crescendo.
Cada dia maior o brasil.

Qualquer dia desses a gente acorda e
Vê um teto brasileiro, bota um chinelo
Brasileiro, sai pruma rua brasileira
Tomar um sol braseiro sem sentir receio
Por não ter inverno em janeiro.

Mas o Brasil é um continente
Lambuzado de receio.

(e aqui tem mais!)

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(pro Lyard)

 

Num lugar onde ninguém mais pisara

Um menino.

 

No menino

A estranheza vertical de estar tão cheio de solidão.

 

Na Terra onde ninguém mais havia pisado

Estavam todos

No menino.

 

No menino

Tudo e a ausência de tudo.

Mas nem todo planeta chega a ser Mundo.

 

(e tem mais aqui!)

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Levaram minha música de mim.

Que me importa a poesia
diante isso?

Que me importa a febre, a revolução,
o inesperado bem-estar
ou a minha amada
que se entrega por moedas desmoldadas?

Que me importa o instrumento se
me levaram a música e
não posso culpar ninguém?

Só acreditaria num Deus
Que me pedisse desculpas por não existir…

 

(e tem mais aqui!)

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Para o Lyard

Nessa cidade de ritmo gorduroso
onde homens de pedra
inteligentes
simplesmente aceitam

é preciso ter músculos firmes
para gargalhar
ao ser jogado no abismo das eras
sem idade

é preciso ter nervos de alúminio inferrujável
para aguentar
o gemido alto da malandragem
e o olhar incauto da pureza
desfigurada

é preciso ser bom para si
para respirar baixo
e não ser encontrado

(E essa febre que não passa!)
(E esse dente que não cai!)
(E essa criança que não nasce!)
(E esse mundo esperando sabe-se lá o quê para acabar!)

o que falta no oxigênio
é ar.

(Esperança não
ar)

E
para não me acizentar
qual toda cidade
(é necessário fôlego…)
lato.

E meu urro
é quase tão alto
quanto o chiado dos ratos.

(e tem mais aqui!)

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Mas se as nuvens não têm culpa
pelas enchentes que entornam

Nem o sol será julgado
por machucar, qual toda estrela,
por queimar a pele tenra
dos terráqueos que o cultuam

como poderíamos culpar
os homens de lixo
que se tornam assassinos
ao ver seu irmão matar
e se tornar rei por isso?

Como culpar-nos
se, principesco ou plebeu,
somos algo fixo?

(A gente é
o lugar onde nasceu).

E tem mais poemas aqui!

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