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Posts Tagged ‘Medo’

há um novo perigo em cada volta

por que perigo?

por que perigo?

por quê

?

é o perigo de cima

é o perigo de baixo

é

é

é

é, e eu nem acho


de todos os lugares

ecoam vozes me dizendo

que há

perigo

há perigo

há perigo

háperigo

averiguo

e descubro

que tudo tinha sido

só um mal entendido.


(lyard)

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Mas se as nuvens não têm culpa
pelas enchentes que entornam

Nem o sol será julgado
por machucar, qual toda estrela,
por queimar a pele tenra
dos terráqueos que o cultuam

como poderíamos culpar
os homens de lixo
que se tornam assassinos
ao ver seu irmão matar
e se tornar rei por isso?

Como culpar-nos
se, principesco ou plebeu,
somos algo fixo?

(A gente é
o lugar onde nasceu).

E tem mais poemas aqui!

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Medo de ver a polícia estacionar à minha porta.
Medo de dormir à noite.
Medo de não dormir.
Medo de que o passado desperte.
Medo de que o presente alce voo.
Medo do telefone que toca no silêncio da noite.
Medo de tempestades elétricas.
Medo da faxineira que tem uma pinta no queixo!
Medo de cães que supostamente não mordem.
Medo da ansiedade!
Medo de ter que identificar o corpo de um amigo morto.
Medo de ficar sem dinheiro.
Medo de ter demais, mesmo que ninguém vá acreditar nisso.
Medo de perfis psicológicos.
Medo de me atrasar e medo de ser o primeiro a chegar.
Medo de ver a letra dos meus filhos em envelopes.
Medo de que eles morram antes de mim, e que eu me sinta culpado.
Medo de ter que morar com a minha mãe em sua velhice, e na minha.
Medo da confusão.
Medo de que este dia termine com uma nota infeliz.
Medo de acordar e ver que você partiu.
Medo de não amar e medo de não amar o bastante.
Medo de que o que amo se prove letal para aqueles que amo.
Medo da morte.
Medo de viver demais.
Medo da morte.


Já disse isso.

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somos o fruto errado
erros
erro de uma árvore
que arvoreou,
por puro querer
os frutos no chão
(apodre
cendo/cidos)
são apenas frutos
e nós, ocasionalmente,
somos eles.

(lyard)

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-Mas suponhamos que haja esse Deus. Um Deus que possa mesmo ser escrito assim, com letra maiúscula. O Pai que você queria ter tido, mas não teve. Bom, e só bom, para você, e justo, só justo, para os que não são você. Que tanto Nietzsche quanto Cristo, tanto Maomé, quanto Dawkins estavam errados. Que ele seja o todo, o todo real, de todas as cores, que até mesmo o negro seja considerado cor nele, e que adicionado às outras, seja branco também. Que mesmo que ele seja o todo, indo contra todas as regras universais que supostamente tenha ele criado, ele seja tudo, sendo até mesmo o futuro, e que por isso nada mais necessite ser criado por já estar existindo nele. Tudo belamente e providencialmente equilibrado. Que o brilho de vida que emana de tudo venha dele.

Em suma, suponhamos que haja esse Deus.
Você não continuaria com medo?

(Luiz Guilherme Libório Alves – Leia mais aqui)

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